Osteoporose
Pelo menos um terço das mulheres com mais de 65 anos apresenta um quadro de "osteoporose”, um processo que se calcula que afecta mais de 200 milhões de pessoas no mundo. As taxas de frequência mais elevadas observam-se na população feminina, após a menopausa, apesar de ser cada vez mais frequente a osteoporose masculina (de causa geralmente medicamentosa).
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As fracturas constituem a principal manifestação da osteoporose e as suas complicações dão origem a uma mortalidade considerável (calcula-se que pelo menos uma em cada cinco pessoas morrem durante os seis primeiros meses após a fractura).
Em 1994 a OMS publicou uns critérios para o diagnóstico densitométrico da osteoporose. A avaliação da Diminuição de
Massa Óssea (DMO) tem sido utilizada para diagnóstico da osteoporose e como factor de avaliação do risco de fractura
tendo-se em conta a idade dos pacientes porque se verificou que para o mesmo nível de DMO as pessoas mais idosas chegavam a apresentar um risco de fractura quase dez vezes maior que os pacientes jovens.
Tendo em conta a prevalência da doença, a sua morbilidade e o custo económico, justifica-se a utilidade de estabelecer um diagnóstico precoce seguido de medidas preventivas adequadas que permitam um tratamento eficaz.
- Um bom nível de massa óssea em idade jovem e mantê-lo ao longo dos anos.
- Controlo do mesmo no período peri-menopausa e pós-menopausa.
- É importante manter uma dieta rica em minerais e Vitamina D (adequada à idade e às circunstancias fisiológicas: gravidez, aleitamento…), assim como potenciar hábitos de vida saudáveis.
É nos primeiros anos da menopausa, que se pode produzir uma perda acentuada de massa óssea, que pode com orientação médica ser contrariada com terapêutica hormonal de substituição.
- Medicamentosas: Glucocorticoides, antidiuréticos, anticoagulantes, metotrexato, anticonvulsivantes.
- Drogas: Álcool, tabaco.
- Endocrinopatias: Síndrome de Cushing, hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, diabetes, panhipopituitarismo, hiperprolactinémia.
- Doenças renais: Insuficiência renal, acidose tubular renal, osteodistrofia renal.
- Doenças do tecido conjuntivo: Osteogenese imperfeita, síndrome de Marfan, homocistinúria.
- Doenças hematopoiéticas: Mieloma múltiplo, síndromes linfoproliferativos, mastocistose sistémica.
- Doenças gastrointestinais: Doença celíaca ou intestinal crónica, síndrome pós-gastrectomia, mal absorção intestinal.
- Outras: Doenças reumáticas, hipertiroidismo, hiperparotiroidismo ou doença de Paget, imobilização prolongada.
Outros factores de risco a considerar são:
- Antecedentes familiares de osteoporose.
- A vida sedentária.
- Consumo elevado de bebidas gaseificadas.
- Polimorfismos genéticos associados a osteoporose.

